quinta-feira, 11 de março de 2010

Reciclagem musical XXXVII

Para esta trigésima sétima reciclagem musical, escolhi mais um tema da banda finlandesa Poets of The Fall, mas desta vez escolhi a canção Dawn, que pertence ao album Carnival of Rust (2006).

“Dawn”

When darkness is no less than everything you've built become undone
There's no fight and no flight, disaster leaves your passion overrun

It's time to let go, it's time to carry on with the show
Don't mourn what is gone, greet the dawn

And I will be standing by your side
Together we'll face the turning tide

Remembrance, can be a sentence, but it comes to you with a second chance in tow
Don't lose it, don't refuse it, because you cannot learn a thing you think you know

A new light is warm, shining down on you after the storm
Don't mourn what is gone, greet the dawn

And I will be standing by your side
Together we'll face the turning tide

Esta é uma canção sobre reconstruir uma vida das suas próprias cinzas. Possivelmente um dia muitos de nós vamos olhar à nossa volta para ver que o mundo como o conheciamos desabou sobre nós. E teremos de enfrentar o desafio de a refazer. E não apenas de recontruir aquilo que precisa de ser novamente posto de pé, mas também de aprender com os erros e do passado e dentro do possível não voltar a cair nos mesmos buracos. Dawn é a palavra inglesa para alvorada é em si própria metáfora para a luz que surge depois da escuridão. Simboliza ainda a janela que oportunidade que muitas vezes, e por estranho que possa parecer, surge depois alguma coisa correr mal nas nossas vidas e pode ser apenas o início de uma epoca melhor. Contudo para isso é necessário que mantenhamos a nossa mente aberta às lições que daí possam advir e não nos limitarmos a lamentar o que ficou para trás.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Antologia cinematográfica de 2009

Contráriamente ao que anconteceu em termos de leitura o ano de 2009 foi paupérrimo em termos de cinema. Fui pouquissimo ao cinema, e das vezes que fui nem sempre gostei dos filmes que fui ver. Contudo, também este ano teve os seus bons momentos cinematográficos que vale a pena revisitar. A lista dos filmes que eu vi (e não me arrependo de ter ido ver) é a seguinte:

1. Quem quer ser bilionário? (Slumdog millionaire) – (4 estrelas)

2. Valsa com Bashir (Waltz with Bashir) – (5 estrelas)

3. Underworld: A Revolta (Underworld: Rise Of The Lycans) – (3 estrelas)

4. Anjos e Demónios (Angels and demons) – (3 estrelas)

5. Iminigos Publicos (Public Enemies) – (3 estrelas)

6. O ABC da sedução - (2,5 estrelas)

7. Cheri (Cheri) – (3 estrelas)

8. Sacanas sem lei (Inglorious Bastards) – (3,5 estrelas)

9. Amor por acaso (Love happens) – (2 estrelas)

10. Lua Nova (New Moon) – (3 estrelas)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Antologia Literária de 2009

Como já vem sendo hábito, aqui fica a lista dos livros que li este ano. Este foi um ano de muitas leituras, umas muito boas, outras nem tanto. Contudo, e para recordação, estes foram os livros lidos durante este ano de 2009.

1) Stephenie Meyer – Breaking Dawn (Fantasia)

2) Marion Zimmer Bradley – The Mists of Avalon – The High Queen (Fantasia)

3) José Saramago – Ensaio sobre a cegueira (Romance/Ficção Cientifica)

4) Marion Zimmer Bradley – The Mists of Avalon – The King Stag (Fantasia)

5) Daniel Silva – O criado secreto (Thriller/Espionagem)

6) Marion Zimmer Bradley – The mists of Avalon – The Prisoner in the Oak (Fantasia)

7) Daniel Silva – O Confessor (Thriller/Espionagem)

8) Daniel Silva – Príncipe de Fogo (Thriller/Espionagem)

9) Bernard Cronwell – Sharpe’s Siege (Thriller/Espionagem)

10) Maria V. Snyder – Poison Study (Fantasia/Aventura)

11) Daniel Silva – Morte em Viena (Thriller/Espionagem)

12) Bernard Cronwell – Sharpe’s Revenge (Thriller/Espionagem)

13) Daniel Silva – O Assassino Inglês (Thriller/Espionagem)

14) Paul Auster – Loucuras em Brooklyn (Romance)

15) Daniel Silva – A Mensageira (Thriller/Espionagem)

16) Marion Zimmer Bradley/ Andre Norton/ Mercedes Lackey – As mulheres da casa do tigre (Fantasia)

17) Daniel Silva – The Kill Artist (Thriller/Espionagem)

18) Oscar Wilde – O leque de Lady Wildemere, Uma mulher sem importância, Um marido ideal, A importância de ser Earnest (Teatro)

19) José Saramago – A viagem do Elefante (Romance Histórico)

20) Colleen McCullough – O primeiro homem de Roma II – Coroa de erva (Romance Histórico)

21) Colleen McCullough – O primeiro homem de Roma III – Os Favoritos de Fortuna (Romance Histórico)

22) Maria V. Snyder – Magic Study (Fantasia/Aventura)

23) George R. R. Martin – Daenerys (Fantasia/Aventura)

24) Paul Auster – A triologia de Nova Iorque (Romance)

25) José Saramago – Memorial do convento (Romance Histórico)

26) Paul Doherty – Nightshade (Romance Histórico/Policial)

27) Arturo Pérez-Reverte – O Cavalheiro do Gibão Amarelo (Romance Histórico/Aventura)

28) L. J. Smith – Despertar (Fantasia)

29) L. J. Smith – Conflito (Fantasia)

30) Michael Ruse – Pode um darwinista ser cristão? (Divulgação Cientifica)

31) Bernard Cronwell – Sharpe’s Waterloo (Romance Histórico/Aventura)

32) Daniel Silva – Moscow Rules (Thriller/Espionagem)

33) Jean-Louis Fetjaine – O crespúsculo dos Elfos (Fantasia)

34) Daniel Silva – The Defector (Thriller/Espionagem)

35) Bernard Cronwell – Sharpe’s Devil (Romance Histórico/Aventura)

36) Julliet Marillier – Heir to Sevenwaters (Fantasia/Aventura)

37) Eça de Queiroz – Uma campanha alegre (As Farpas) volume I (Artigos de opinião)

38) Michael Crichton – Next (Thriller/Ficção Científiica)

39) Nick Hornby – A long way down (Romance)

40) Anne Rice – Angel Time (Fantasia)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Muse no Pavilhão Atlântico


Quase 10 meses depois do ultimo concerto a que eu fui em 2009, chegou no Domingo finalmente o dia do concerto da banda inglesa Muse no pavilhão atlântico. Não que concertos desta banda sejam novidade para mim, afinal este seria o terceiro concerto desta banda depois do concerto no Campo Pequeno (26-10-2006) e do Rock in Rio (6-6-2008). Ambos foram ocasiões memoráveis e por isso as expectativas para este concerto eram naturalmente elevadas.
Infelizmente o dia não começou auspicioso, e a espera para entrar no pavilhão altlantico foi dificultada pelo frio intenso e pela chuva torrencial que se fizeram sentir. Mas isso viria a ser largamente compensado.
As 20h a banda de abertura os escoceses Biffy Clyro, deram um pequeno concerto, que ao contrário do que é habitual com muitas bandas de abertura foi bastante interessante (se bem que prejudicado pelo som demasiado alto e distorcido) com algumas das suas canções como Golden Rule, Capitan, e Mountain a ficarem na memória da audiência e a receberem merecidos aplausos.
Mas o melhor so começou ja passavam 20 min das 21h. Começou por arranha-ceus eletronicos que quando desceu a cortina revelou os três elementos da banda em plataformas situadas vários metros acima do palco e envoltos em vários paineis eletronicos. O concerto começou com o a Uprising, tema de abertura do seu novo álbum The Resistance, a qual rapidamente se juntou um coro de vozes do publico em respostas a letra que aparecia com a musica. A Uprising seguiu-se mais uma das suas novas canções, e foi a vez de Resistance ser recebida entusiasticamente pelo público. No final desta canção as plataformas desceram até ao nivel do palco para deixar a banda interpretar um dos seus velhos temas, New Born, a que se seguiram Map of the Problematique e Supermassive Black Hole. Após mais uma incursão por The Resistance, desta vez com MK Ultra, seguiu-se Hysteria a lembrar os álbuns mais antigos da banda. Depois nova subida da banda nas suas plataformas elevadoras, desta vez para duas músicas tocadas num piano devidamente iluminado, primeiro United States of Eurasia (com o mapa da Europa como fundo) e depois Feeling Good que fez as delícias da audiência. De novo ao nivel do solo seguiram-se as mais recentes Guiding Light e Undisclosed Desires, logo seguidas por Starlight, Plug in baby e Time is running out que levaram ao rubro o Pavilhão Atlântico. Para finalizar esta parte foi novamente escolhido um tema do novo album, Unnatural Selection. Após um breve intervalo, a banda deu um pequeno encore, que começou com a primeira parte da sua sinfonia Exogenesis, mudando depois para um registo mais enérgico com Stockholm Syndrome e finalizando em apoteose com Knights of Cydonia.
Contrariamente aquilo que eu temia, o som era muito razoavel, sem ser excessivamente alto nem distorcido permitindo aperciar a performance da banda que esteve sempre ao nivel a que nos habitou, e para mim não deixa de ser digno de nota a exelente prestação do vocalista Matthew Bellamy que interpretou notavelmente todas as canções independentemente do seu elevado nivel de dificuldade. O publico partilhou o entusiasmo da banda recebendo desta o elogio “best crowd of the tour”, nas palavras do baterista Dominic Howard.
A sensação que se tem neste espectaculo é que nada foi deixado ao acaso. Desde os paneis eletrónicos às luzes, tudo foi pensado para se enconrar em harmonia com as musicas e deixar extasiados os mais exigentes. Não posso deixar de notar como algumas canções que quando ouvidas nos album não sobressam especialmente, ao vivo aquirem totalmente outra dimensão, como se tivessem novo folego e um brilho que não seria de esperar à partida que tivessem. Exemplos disto são Unnatural selection e MK Ultra e mesmo as já conhecidas Map of the Problematique e Knights of Cydonia que são musicas muitíssimo valorizadas ao vivo. Infelizmente, na minha opinião, o contrário aconteceu a Overture, a parte inicial da sinfonia Exogenesis, uma magnífica peça orquestral, que a ver, perde muito do seu encanto neste formato. Eles prometeram voltar para o ano. Eu fico à espera da próxima ocasião para comprovar mais uma vez o talento desta banda nas actuações ao vivo onde se mostra merecedora de todos os prémios de Best Live que ganhou ou possa vir a ganhar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Reciclagem musical XXXVI

Para esta trigésima sexta recicalgem musical escolhi uma canção chamada 22, da cantora inglesa Lily Allen, e que faz parte do seu album de 2009, “It’s not me, it’s you”.

“22”

When she was 22 the future looked bright
But she's nearly 30 now and she's out every night
I see that look in her face, she's got that look in her eye
She's thinking how did I get here and wondering why

It's sad but it's true how society says her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
'Til the man of her dreams comes along
Picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age

She's got an alright job but it's not a career
Whenever she thinks about it, it brings her to tears
'Cause all she wants is a boyfriend, she gets one night stands
She's thinking how did I get here, I'm doing all that I can

It's sad but it's true how society says her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
'Til the man of her dreams comes along
Picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age

It's sad but it's true how society says her life is already over
There's nothing to do and there's nothing to say
'Til the man of her dreams comes along
Picks her up and puts her over his shoulder
It seems so unlikely in this day and age

A vida muitas vezes não se torna do que as pessoas gostariamos que se tornasse. Existem, penso eu, muitas outras mulheres como esta, que olham com tristeza para aquilo em que a sua vida se tornou, para o emprego que não foi o aquele com que sonharam e não não lhes permite voos mais altos, para as relações que não não duram mais do que horas ou dias. Vidas que se enchem de uma mistura de solidão, sentimento de fracasso de impotência, como se aos 30 anos já fosse tarde para mudar a rumo a sua vida. E apenas a resta a pergunta de como vieram ali parar, o que devereriam ter feito e não fizeram e o que mais podem fazer quando um futuro melhor parece uma possibilidade tão remota que quase jão não ousam acreditar que tal seja possível.

Reciclagem musical XXXV (Reciclagem musical nacional V)

Para esta trigésima quinta reciclagem musical escolhi uma canção do cantor português Rui Veloso chamada Todo a tempo do mundo, do seu album de 1998, Avenidas.

“Todo o tempo do mundo”

Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía

E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

O tempo é, nos dias que correm, um dos bens mais escassos e preciosos. Passamos grande parte das nossas vidas sobrecarregados de tarefas e desejaríamos que tempo pudesse esticar a fim de poder acomodar tudo o que gostariamos de fazer. Mas infelizmente o tempo corre sempre a mesma velocidade, e nós corremos o risco de nos perdermos em tudo o que temos de fazer e ir deixando para segundo plano o que nunca deveriamos deixar de lado, como seja ouvir as pessoas que são mais próximas. Porque as ouvir as pessoas e estar perto delas e única maneira de as conhecer verdadeiramente e esse tempo não é certamente tempo desperdiçado. Porque a maior parte das coisas pode esperar, ao contrário do que por vezes somos levados a pensar, o mundo não cai se tudo não for feito o mais depressa possivel. E há pessoas para as quais temos mesmo de ter todo o tempo do mundo.

Reciclagem musical XXXIV

Para esta trigésima quarta reciclagem musical escolhi uma canção chamada Footballer’s wife da jovem cantora escocesa Amy MacDonald que parte do seu album de estreia This is the life (2008).

“Footballer’s wife”

Oh Mr. James Dean, he don't belong to anything
Oh he left before they could get him
With their ways, their wicked ways

Oh Marilyn Monroe, where did you go?
I didn't hear all your stories
I didn't see all your glory

But the footballer's wife tells her troubles and strife
I just don't care in the end
Who is she to pretend
That she's one of them?
I don't think so

And the girl from that show
Yes the one we all know
She thinks she's some kinda star
Yes you know who you are
I don't think so, I don't think so

Oh Ginger Rogers, Fred Astaire
Won't you dance for me cos I just don't care
What's going on today
I think there's something more, something more
And I'm gone with the wind like they were before
But I'm believing myself I think there's something more
There must be something more
I think there's something more, something more

But still the footballer's wife tells her troubles and strife
I just don't care in the end
Who is she to pretend
That she's one of them?
I don't think so
And the girl from that show
Yes the one we all know
She thinks she's some kinda star
Yes you know who you are
I don't think so, I don't think so

Oh I don't believe in the telling of your stories
Throughout your life, there's just something unappealing
It don't catch my eye
It don't catch my eye
Oh I don't believe in the selling of your glories
Before you leave this life, there's so much more to see
I don't believe this is how the world should be

But still the footballer's wife tells her troubles and strife
I just don't care in the end
Who is she to pretend
That she's one of them?
I don't think so
And the girl from that show
Yes the one we all know
She thinks she's some kinda star
Yes you know who you are
I don't think so, I don't think so
The footballer's wife tells her troubles and strife
I just don't care in the end
Who is she to pretend
That she's one of them?

Esta canção lembra-nos de que fama não é apenas aparecer no mundo da televisão e das revistas cor-de-rosa, limitando-se a contar as suas historias desinteressantes e que nada significam. Um Esquecem-se de que o talento não se faz por encomenda e que um artista tem de ter uma mensagem a transmitir com a sua obra e através chegar às pessoas. Especialmente neste mundo onde tudo e muito efémero, e se tudo se pode desvanvanecer mais cedo ou mais tarde, com a diferença de que quem tem de facto algo a dizer acaba por ser recordado mais tarde, ao contrario destas pseudo-estrelas de quem ninguém se vai lembrar.