quinta-feira, 5 de julho de 2007

E voltando ao eterno tema do cinema…

Eu gosto muito de ver filmes. Quando vou ao cinema ver um filme que escolhi (já fui contrariada alguma vezes, e como seria de esperar detestei os filmes que vi) geralmente espero uma de duas situações: ou ver um filme agradável que me entretenha e me deixe bem-disposta ou então, e mais frequentemente, ver um filme que conte uma história que me faça pensar e me transmita uma mensagem. Alguns dos meus filmes de eleição tiveram em mim um impacto tão forte, que mesmo já os tendo visto há anos, continuam tão vividos na minha memória comos e os tivesse visto ontem. Contudo eu, como qualquer pessoa, interpreto aquilo que vejo à minha maneira, segundo a minha visão da realidade. Porque duas pessoas que vêm o mesmo filme dificilmente vêm, de facto, a mesmo filme e interpretam-no de modos geralmente muito distintos. Eu já desisti há muito de tentar colocar os filmes em gavetas, limito-me a classificá-los da maneira mais simples, primária e despretensiosa possível: existem filmes que eu gosto e outros que eu não gosto. Classificação, alias amplamente utilizada por mim, não só para filmes como para música, livros ou qualquer forma de arte. Não sou particularmente apreciadora de atribuir rótulos a todo o género de obra, uma vez que se trata de simplificações da realidade e que são por isso sempre muitíssimo mais pobres do que aquilo a que se reportam. Afinal se todos vemos algo de diferente em tudo, o que importa é o que vemos significa para nós. E isso depende apenas de cada um de nós.

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